20 de março de 2010

Vem me amar




Pegue minhas mãos

e guie os meus pés.

Ensine-me a bailar.

Solta-me no ar.

Faz-me delirar.

Ensine minha vida a cantar,

a canção mais alegre

que possa fazer minha alma pulsar.

E quando minha alma estiver bailando,

eu terei certeza de que estarás me amando.

Vem me amar! Vem?!


By H.Strega

15 de março de 2010


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By H.Strega

14 de março de 2010

Felicitações!

Estrelas


Eu fiz algumas estrelas nascerem no céu

de um modo bem simples:

peguei um punhado de sonhos,

enchi-me o peito de coragem

e soprei bem forte

soltando meus desejos no ar.

Com a força do sopro

eles viraram a estrela cadente

que riscou o céu e atendeu meu pedido.

By H.Strega



Banho Noturno

Minhas noites

Domingo

Poder de Criança

Amor na noite


Amor gostoso
é amor sob a luz da lua,
que escuta barulho de gato e se assusta.
Nisto, abraça-se forte
ou aperta-se as mãos contra o peito.
A coragem e o desejo de ficar junto
não deixa o amor fugir, porque ele gosta
de ficar coberto por um manto escuro
cheio de brilhos azuis,

que acende seus sonhos

e com a presença do outro

apaga a solidão.

By H.Strega


13 de março de 2010

O FORASTEIRO POÉSIS

O FORASTEIRO POÉSIS

Há muitos e muitos anos atrás, quando o coração do homem parecia vazio e sua relação com o próximo não passava de troca de palavras frias que se designavam apenas, para a troca de informações e a transmissão de ordens ou para manter a sobrevivência da espécie.

Surgiu alguém por aquelas bandas, que ninguém sabia de onde tinha vindo. Segundo, os moradores daquele lugar, poderia tratar-se de um Forasteiro vindo de terras bem distantes, tão distantes que as formas de comunicação que ele se utilizava, jamais tinha se escutado falar por aquelas bandas, nem na tradição oral que tinham e nem nos registros guardados na preciosa biblioteca onde registravam as palavras mais importantes que proferiam.

Havia uma peculiaridade muito grande na forma de falar, no modo como este forasteiro utilizava-se das palavras, diferentemente do modo como que as pessoas daquela localidade estavam acostumadas a utilizar. Isso de certa maneira as encantava. A diferença seduz o ser humano, desde que mundo é mundo.

Ele não apenas utiliza-se da língua para trocar informações ou para transmissão de ordens, mas a utilizava para falar de coisas que habitavam a alma humana, segredos que até então, nunca tinham virado palavras escritas ou proferidas, entretanto, sempre estiveram lá dentro do pensamento; do coração humano. No fundo, todos da localidade estavam esperando a chance e o impulso de alguma coragem, que pudesse ousar dar forma em atos publicáveis, através de palavras a estas coisas que achavam estranhas e que habitam de suas almas.

Mas a população local não sabia como materializar isso em palavras, preferia sufocar dentro da alma estes sentimentos que sempre desejaram tornarem-se palavras. Na verdade, eles tinham medo de quebrar a regra local sobre a funcionalidade da língua, uma regra que ninguém sabia quem havia criado, que desde sempre foi regra, que assim sempre funcionou, mesmos que não satisfizesse a todos; ninguém nunca a questionou. As pessoas daquela localidade tinham um conformismo que silenciosamente os incomodava, mas como o incômodo ficavam em silêncio, todos tinha a impressão que estavam inconformados sozinhos e por isso não questionavam.

Mas depois de conhecerem o Forasteiro, as pessoas da localidade ficavam a pensar e a sussurrar pelos cantos com aqueles que lhes eram mais próximos em um tom de desconfiança e desejo de experimentar, sobre como podia haver alguém assim, que não tivesse medo de falar de coisas que tinha na alma, por exemplo: o amor, o medo, o desejo, a fúria, o sonho, o sofrimento, a saudade, a felicidade, as aventuras vividas, as derrotas e conquistas, as coisas da natureza das mais simples e cotidianas aos fenômenos mais estranhos, falava de coisas que aparentemente só existiam dentro da gente.

– Isso mesmo! Coisas da imaginação. Algumas feitas de fragmentos ou pedaços inteiros de verdade, outras de gostosas ilusões e neste seu jeito, junto com tantos outros que o Forasteiro tinha de usar as palavras. Ele se comunicava, transmitia informações, provocava movimentos que moviam os corpos de forma mais rápida que as palavras de ordens que aquela população utilizava-se, eles não sabia que quando se apropriavam da forma de escrever e de falar do Forasteiro, eles ficavam hipnotizados pela emoção; sua forma de utiliza-se das palavras fazia uma das coisas mais difícil na aqueles humanos que simplesmente seguiam ordens: fazia uma tal de poesia nascer no coração, tomando forma nas palavras, nas vias orais e escrita de comunicação.

Desde então, a palavra e a comunicação naquela localidade passou a sofrer mutação, a relação entre os habitantes ficou mais próxima, reuniam-se pra conversar mesmo nos dias em que não estavam a trabalho pra eliminar a solidão, pra matar a saudade ou por simples diversão. A palavra na sua nova forma multifacetada de utilização trouxe a cada um que se apropriava desta nova configuração de uso, baseada na emoção: novas perspectivas para de viver, pensar, agir e sentir.

O Forasteiro, que passou por aquele lugarejo sem dizer seu nome; sem ninguém saber ao certo de onde vinha e o por quê tinha vindo, conquistou com sua linguagem aquela população. Que reconheceu a importância de sua vinda sem ser convidado, este passou a ser chamado por todos de Poésis.

Depois que ensinou com seu próprio exemplo de vida as pessoas daquela localidade a viver, pensar, sentir, produzir e reproduzir poesias; o homem sem mais nem menos sumiu do mapa, sem deixar paradeiro, sem dar explicações. Há quem diga que ele nunca existiu que foi fruto de um gostoso delírio coletivo, outros acham que ele foi pro céu, lugar de onde deve ter vindo. Há gente que imagina que ele foi visitar outros povoados que ainda não sabem fazer o uso poético das palavras, tem gente que diz que feito magia ele evaporou e sobrevive nas linhas e entrelinhas de poemas, lugar onde ele se eternizou.

O fato é que sempre que um verso é escrito ou proferido com emoção e alma, naquelas bandas, todos se lembram de um Forasteiro, que ali mesmo recebeu o nome de Poesis, só porque a poesia a eles ele ensinou.

Hoje há festival de poesia naquela terra, certamente o Senhor Poésis estará por lá

Desde então, a poesia se multiplicou e poetas como o Forasteiro se multiplicaram pelo mundo.

By H.Strega

Cor do pôr-do-sol

11 de março de 2010

Focos do Museu Imperial

Olá hoje fui dar uma volta no Museu Imperial. Estava uma tarde linda e eu não queria ficar lendo dentro do carro resolvi ir aos Jardins do Museu e levei minha máquina fotográfica. Lá encontrei um lindo casal de alunos meu: Thais e Lucas que estavam paquerando e brincando de fazer vídeo sobre como deveria ser a infância de Dom Pedro ali no Museu, ri um pouco com a hipótese deles que prometeram me mostrar o vídeo. Depois que eles foram embora fiquei ali pelos jardins pensando na vida e fotografando um pouquinho. Veja o resultado:

Quero liberdade. O resto é resto!
Casa deste moço aí:
Brincando com minha sombra:
Este peixinho sabe o que pedi nesta fonte de desejos do Museu

Gosto da beleza das coisas simples:



Eu adoro andar por entre estas árvores:
E curtir estes pequenos caminhos:

Esconderijo de bicho:

Eu gosto de olhar pro alto, gosto das coisas do alto. Não sou santa, nem almejo santidade, quero ser assim: humana. Mas queria ter asas pra voar, acho que por isso que acredito em anjos - o Arcanjo Miguel é meu protetor, ao menos, eu o intímo todas às noite. Tenho uma imagem pequenina dele na creche onde trabalho, onde passo maior parte do meu tempo. Tô sempre olhando pro céu deve ser a procura dele:

Visita inesperadas, enquanto estando ali sentada eu quase entrava em alfa com toda beleza da natureza:


By H.Strega

8 de março de 2010

Feliz Dia da Mulher!!!!

Para as mulheres e os homens que são amantes deste ser mágico que é a mulher dedico o que tem de melhor de música no Brasil.
Parabéns queridas Mulheres e Amigas!!!



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Todas Elas

Roupa Nova - Letra: Nando

*

Mulheres querem te dirigir
Mulheres sabem decidir
Mulheres querem ter muito mais
Mulheres são a mãe de todos nós
Mulheres são legais

Mulheres podem te provacar
Mulheres sabem ser fatais
Mulheres roubam teu coração
Mulheres vão da brisa a temporais
Mulheres são demais

Doce adolescência da inocência sem pudor
Querem o mundo, não sabem esperar
Têm a pressa de saber o que é o amor
Alguém, uma vida

Todas elas são tão iguais
Todas têm seus desejos

Mulheres pregam a comunhão
Mulheres querem se separar
Mulheres lindas na gravidez
Mulheres que só pensam em gastar
Sensacionais

Pelos trinta anos elas sabem onde pisar
Suas cabeças já estão no lugar
Dão um jeito de fazer acontecer
E têm esperança

Depois que os anos passam
Marcas na face mostram alegrias e tristezas
Não tem volta, só lembranças.

Vale a pena ontem, hoje e amanhã
Enfim, são mulheres

;;

Runas

Tarô

Minhas Músicas

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