18 de julho de 2011

Rabiscos Formatados












Rabiscos Formatados













Rabiscos Formatados

















15 de julho de 2011

2. Poemas do Alvaro Bastos

A vida é feita de sonho e poesia...




A cor da argila no telhado,
a agitação da folha na palmeira,
o som de uma pedra que 
é atirada num pequeno lago.
Meu mundo tem poucos
endereços, mas a paisagem 
é infinita e sempre muda,
dependendo do sol e da lua,
e do meu jeito de olhar
o interior do que chamo vida.

Alvaro Bastos











Tem chuva que se demora,
que chega para ficar,
chuva que se espalha,
marca seu território e
se renova, traçando 
pequenos rios na vidraça.
Tem chuva que toma conta
de toda a paisagem,
cada gota que cai
esconde outra que sobe
para ficar no seu lugar.

Alvaro Bastos




Por quantos céus terei que navegar,
quantas estrelas alcançar e beijar,
antes de beber na fonte a tua prata,
pérola perfeita dos mares suspensos?

Nave-mãe de sonos, sonhos e delírios,
és a certeza branca do universo oculto,
diamante que se guarda em veludo azul,
companheira certa de estranhos caminhos.

Pingente do infinito, balão sobre o abismo,
teu manto de estrelas revela o destino,
és a musa das sereias do canto de platina,
sedução que se derrama no cristal das ondas.

Jóia maior dos tesouros do azul profundo,
és a esperança das caravelas à deriva,
porto para os suspiros dos apaixonados,
um sol delicado de cetim manso e macio.

Alvaro Bastos 







Suas mãos são estrelas,
Pequenos sóis rosados,
Corações de cinco pontas,
Lua cheia de cinco raios.

Seus olhos são miragens,
Cometas no azul marinho,
fogueiras de ouro e prata,
Centelhas de outro mundo.

Seus cabelos são caminhos,
Trigais que o vento alisa,
Labirintos de anéis e seda,
Horizontes em desalinho.

Seus lábios são flamingos,
Delicadezas de coral macio,
Morada de orvalho doce,
Framboesas de domingo.

Alvaro Bastos 




Queria fazer com minhas mãos
uma casa em meio às árvores,
que desse boas vindas ao sol
e ao mesmo tempo abrigasse
amigos, flores e passarinhos.
Uma casa de paredes brancas,
telhas da cor de seus cabelos.
Uma casa para te encontrar,
onde escrever sobre nós dois.
Com janelas sempre abertas,
para deixar o vento trazer
o aroma de flores do campo.
Uma casa com espaço para
as esperanças e joaninhas.
Um lugar no meio do mundo
tendo o amor como endereço.


Alvaro Bastos 

1. Poemas de Alvaro Bastos

 Formatação de Pessoas que o Amam como Eu...
















Conheci Alvaro Bastos na internet em dezembro de 2005, embora, fóssemos moradores da mesma cidade, antes desta data, nunca haviamos nos falado na vida [eu sabia da existencia de um Alvaro Bastos jornalista, mas não sabia qual forma os Deuses tinham dado a sua existência]. 
Então, o mundo virtual juntou nossas vidas e possibilitou o encontro o nosso encontro [por isto eu acredito em amores, amizades, paixões virtuais - sim, elas arrepiam tanto, como o toque]. Através dos espaços virtuais que compartilhávamos passamos a nos conhecer ao vivo: carne, osso, toque, som voz, olhar, partilhas de sonho, piadas, alegria do riso, papos longo e outros curtos...




O meu primeiro encontro ao vivo com este poeta foi norteado pela generosidade dele que aceitou participar de uma campanha, que na época, eu fazia para creche que trabalho na Rede Municpal de Petrópolis. Na campanha eu recolhia caixas de bombom com os amigos da net para doação da creche...
Assim, na sua generosa aceitação de participar da campanha de doação de chocolates, nos encontramos e fomos juntos comprar as caixas em uma lojinha próxima a Tribuna e aproveitamos para papear...
O poeta trazia no rosto um sorriso tímido, que se alargava diante de minha tagalelice e espontaneadade, minha facilidade em falar coisas engraçadas, em rir e fazer os que entram em contato comigo rir também...
A fila do caixa estava grande, isto foi ótimo, pois nos deu ainda mais tempo para conversarmos sobre a vida, a Páscoa, chocolates que mais gostávamos, as crianças da creche, poesia, mundo virtual, mundo real...
A fila acabou e o levei até a porta da Tribuna, ali conversamos mais um pouco [dentre tantas coisas, ele comentou que ao vivo eu era mais nova que as fotos na net] entendi isto como um elogio e rimos do meu entendimento. Nos despedimos com um abraço apertado-demorado [de quem acaba de se conhecer e esta feliz com este conhecimento] e um beijo.


Ali entre o abraço e o beijo protemos que seríamos sempre amigos um do outro e de que nos encontraríamos mais vezes para bater papo. Não comprimos a promessa de sermos sempre amigos viviámos bringando, excluindo-nos, deletando-nos, adicionando um ao outros novamente [um clique interminável - na verdade não sei se não cumprimos a promessa, afinal amigos de verdade também brigam, não é? Não concordam e não pensa igual o tempo todo. Diz o que é preciso dizer, porque ama e se preocupa com o outro, porque quer o bem do outro, junta força e coragem pra dizer coisa difíceis, que machucam, que unem, que separam, que correm lágrimas, que se apertam em abraços... A vida não tem ensaios; é risco o tempo todo. E nossa amizade não era ensaiada, era ao vivo e a cores, cheia de sonhos e papos aprentemente sem pé nem cabeça - que não cabe dizer - porque só nós éramos capazes de entender] ... Mas conseguimos manter a promessa de nos encontrarmos para bater papo. Foi assim entre briga, bate-papos reais e virtuais, no vai e vem da vida, em um exclui e adiciona, que eu me apaixonei pelo poeta-amigo.

E de tudo eu sinto falta do riso e dos sonhos partilhados, das bobagens ditas, de rir das pessoas na ruas, de fazer apostas pra ver quem ficava mais tempo sem falar com quem - de perder sempre estas apostas; hoje me orgulho desta perda. Mas eu sabia da sua dor, nos falamos ao vivo, na net e ao fone sobre ela e se a PAZ te chegou vestida de MORTE eu aceito [não tenho opção], embora isto não me agrade e nem me faça feliz. Talvez hoje, eu tenha que fortalecer muito mais tudo que conversamos sobre bruxaria [assunto do qual você muitas vezes me perguntava na curiosidade, declarada falta de fé em tanta coisa e desejo de crer em algo] Não cheguei te levar a nenhum rito, sua curiosidade só se saciou em fotos e narrativas...
Você sempre me disse que tinha fé nas pessoas, mesmo uma fé abalada, eu também quero ter, mesmo que seja assim como era sua, uma fé abalada.

Te amo tanto meu querido!!!

E de uma forma que as palavras nunca souberam explicar, mas talvez eu tenha conseguido me comunicar um pouco nas tantas outras formas de comunicação que compartilhamos em nossa existência.

Tua poesia pública e secreta é o que alimenta minha saudade. Ela [tua poesia] se ergue em louvor todo dia sob meus olhos e meus pensamentos, lebranças de algumas que falam de nós e de tantas outras que falam de outras pessoas a quem você também amava. Acho que sua poesia é a resposta para uma questão que você partilhava: como é possível a gente amar intensamente mais de uma pessoa, sem diferença na quatidade e qualidade de amor... eu não sei explicar, mas talvez tua poesia fosse a pista, o sinal, pra se entender mais este milagre que às vezes queria lhe roubar o sono. É isto, Alvaro, amor não se move pela racionalidade cartesiana, ele apenas se move para todos os lados, sua poesia é a prova mais viva disto. E, é por isto [pela dedicação de leitura dos meus olhos e de tantos outros que te amam pelo mundo e se dedicam a ler, amar e se reconhecer em seus  poemas como parte deles, como fonte de inspiração pra eles]  que a tua passagem na terra que não foi em vão, deixou impressões que o tempo não apagará jamais.
Você nasceu pra ser eternoe se eternizou pela tão singular poesia...

By Helô Strega
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Fonte: http://www.e-tribuna.com.br/2011/index.php?option=com_content&view=article&id=14477:morre-o-jornalista-alvaro-carneiro-bastos&catid=59:cidade

 


 

Parentes e amigos se despedem do jornalista Álvaro Carneiro Bastos

SEX, 01 DE JULHO DE 2011 09:00




Amigos e familiares prestaram ontem as últimas homenagens ao jornalista Álvaro Carneiro Bastos, enterrado durante a manhã no Cemitério Municipal, no Centro. Ele faleceu na madrugada de quarta-feira, vítima de uma hemorragia esofágica. Ele estava internado desde segunda-feira, no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Casa da Providência. Álvaro tinha Hepatite C, doença contra a qual vinha lutando há 20 anos. 
Amigos, colegas de trabalho e parentes seguiram o cortejo em clima de muita emoção. Muitos lamentavam a perda e ressaltavam a admiração pelo jornalista, que era muito querido pela humildade, inteligência, cultura e carinho com que tratava as pessoas. “Além de ser um excelente companheiro de trabalho, foi grande  amigo e um ser humano que ajudava as pessoas através das palavras”, disse o diretor da Tribuna de Petrópolis, Francisco de Orleans e Bragança.
O jornalista Luiz Pinheiro, que trabalhou ao lado de Álvaro no Diário de Petrópolis, exaltou a sua inteligência e competência profissional. “Era um grande amigo, que teve como exemplo o pai, também jornalista, José Álvaro, e agora o seu filho, Vinícius, que também atua na mesma área. Vamos lembrá-lo com carinho e sentir muitas saudades”, comentou. O também amigo, e jornalista Ricardo Gothuzem falou sobre os tempos em que os dois trabalharam no extinto Petrópolis Post. “O Álvaro era um exemplo, eu o admirava muito”, frisou. Para o diretor do Jornal de Cascatinha, Ivaldo Costa, Álvaro Carneiro Bastos era um jornalista respeitado, admirado e querido por todos. “Era um ótimo amigo, excelente profissional que vai deixar saudades”, lamentou.
Álvaro era formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Sua carreira jornalística teve início no jornal Diário de Petrópolis, onde atuou como repórter, colunista e editor. Depois trabalhou nos extintos Petrópolis Post e Gazeta Petropolitana, sendo editor chefe das duas publicações. Também foi subeditor da Tribuna de Petrópolis, cargo que deixou há cerca de um ano para cuidar da saúde. Álvaro era amante dos livros e da poesia. Gostava também de navegar na internet, onde mantinha perfis em páginas sociais e um blog. Em uma das suas páginas, foram postadas dezenas de recados dos amigos, lamentando sua morte. Álvaro deixou esposa, três filhos e uma neta.
JANAINA DO CARMO
Redação Tribuna
 


O jornalista morreu na madrugada de quarta-feira, vítima de uma hemorragia esofágica: comoção na despedida. / Alexandre Carius

30 de abril de 2011

Varios Rabiscos V

 

Se vestiu de sonho
foi até seu sono, 
penetrou sem fazer muito barulho. 
Quando você se deu conta, estavam os dois dançando, 
brincando de realizar suas fantasias e seus sonhos. 
E você não poderia acordar,
enquanto ela desse conta de tudo. 
Tudo.
Tudo, tudo, tudo mesmo! 

By Helô Strega


********************************



Quando me encontrar novamente,
não me fale do passado,
não comente sobre o futuro.
Fale-me tudo no presente.
Nosso amor foi criado pra viver do agora.
Então, me ame, me abrace, me beije...
Sempre no agora! 
Só agora. 
E não fale-me de mais nenhuma outra hora. 
Só quero saber do agora.
Pois é! Quero-te agora! 
E não mais, em nenhuma outra hora.

By Helô Strega


Tenho pulsando no peito
a chama do pensamento:
isto é o suficiente
pra levar fogo para todos os lugares do corpo
e fazer minha face aquecer... 
ficar vermelha de tanta emoção, 
quando te vejo. 

By Helô Strega


******************************

O teu abraço me incendeia de desejo.
Mas por favor, não me solte! Continue o abraço.
Pois prefiro ser consumida de amor,
do que ficar esquecida em um canto,
com um coração frio, feito de gelo.

By Helô Strega
Quando me encontrar novamente,
não me fale do passado,
não comente sobre o futuro.
Fale-me tudo no presente.
Nosso amor foi criado pra viver do agora.
Então, me ame, me abrace, me beije...
Sempre no agora! 
Só agora. 
E não fale-me de mais nenhuma outra hora. 
Só quero saber do agora.
Pois é! Quero-te agora! 
E não mais, em nenhuma outra hora.

By Helô Strega

O teu beijo é o meu motor muscular. 
O que dá corda em minha vida... 
Um dia sem ele e tudo fica lento demais. 

Por isto, quero beijos todos os dias. 
Ao menos, um beijo pela manhã
pra dá corda na minha vida.
Mais um pelo meio dia,
pra dar fôlego na luta.
E sem falta, outro ao anoitecer,
para que os sonhos sejam férteis.
Mas se você quiser me dar mais que três beijos por dia.
Eu juro que vou amar.
Eu juro que vou querer.
Porque parte do combustível da minha vida
é feito na sensação que tenho quando te beijo.

By Helô Strega

;;

Runas

Tarô

Minhas Músicas

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